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Fora dos Tatames

A dura rotina de uma atleta de alto rendimento e suas dificuldades dentro do esporte.
Por: Paulo Machado

Mesmo sendo uma modalidade que conquista muitas medalhas nos jogos Olímpicos. O judô segue sem grande reconhecimento, mas isso tende a mudar, pois os canais ESPN em 2018 transmitiram ao menos 10 eventos do esporte.

Em 2016 um levantamento feito pelo ‘Atlas do esporte’ (site ligado ao conselho nacional de Educação física), o judô contava com mais de 2,2 milhões de praticantes naquela época. Dentre esses milhões de esportistas está Bianca Aléxia Pereira Moreno, de 22 anos e que representa a seleção brasileira em diversas oportunidades e fala sobre essa sensação: “É muito bom você ver seu trabalho dando certo, representar o Brasil, é representar meu pai, minha família e a todos que me apoiam”, declarou ela. 

Entretanto mesmo ela representando o Brasil e praticando um esporte popular no país, Bianca sofre com falta de apoio de empresas, por isso conta com seus familiares e de uma associação, assim como outros atletas: “Esse ano tenho apoio e represento a associação de Francisco Morato de Judô e tenho o suporte do meu pai, tios, minha prima que tem uma clínica de estética e uma academia”, comentou a judoca.

Com diversos títulos e torneio disputado em sua carreira ela conta quais são os mais importes que já disputou e ganhou: “Tenho muitas medalhas Paulista em 2011/2017, jogos regionais 2015 e o torneio country Club Valinhos, esse último era um simples tornei, mas eu vinha de lesão de muitos desafios e de tempos muito ruins”, explicou Bianca.

imagem retirada de rede social.
Como todo atleta de alto rendimento, ela também se priva de muitas coisas por conta do esporte: “Deixo de comer coisas por ter que bater peso, deixo de sair com os amigos de ir em festa de família, pois preciso ir treinar ou tenho competição no outro dia”, comentou. Mas também tenho o lado bom do esporte, a atleta que se espelha no judoca brasileiro Thiago Camilo e na norte-americana Kayla Harrison, começa a ser inspiração de outros jovens, pois ela ensina crianças que começam a trilhar seu caminho no esporte: “Eu amo o que faço, o judô é a minha melhor escolha da vida conheci pessoas maravilhosas, conheci milhares de lugares. Já chorei, já sorri, já tive momentos que pensei em desistir de tudo, mas nunca quis deixar de dar aula, nunca quis deixar de ensinar tudo que aprendi”, declarou Bianca.

Além de ser uma rotina pesada e precisar de muita disciplina, existe à dureza das competições, que qualquer erro pode custar o ano todo de treinamento e ela conta que prefere ensinar: “É mais fácil ensinar, tenho mais dificuldade em competir, pois você treina um ano para lutar o paulista, por exemplo e se perde uma luta que dura 4 minutos ou menos se perder por ippon, você perdeu o sonho de um ano inteiro, não tem como recuperar, não tem volta”, contou à judoca.

O judô é um esporte milenar e mesmo sendo criado do outro lado do planeta, conquistou muitas pessoas que amam praticar e acompanha-lo, porém, a falta de visibilidade e apoio assim como em outras modalidades no Brasil, faz com que os atletas tenham muitas dificuldades em se manter e ter um alto rendimento. Entretanto, ele mostra que todos que nele estão, são pessoas que amam praticá-lo e ensinar ao próximo, pois só assim que o esporte irá continuar crescendo e se desenvolvendo por aqui, já que existe pouco interesse do Estado e de empresas de grande porte.  

Um comentário:

  1. A vida nos prega muitas coisas, dificuldades sempre virão, temos que ter muita garra e isso você tem de sobra Bianca.
    Parabéns pela guerreira que você é e nunca desista dos seus sonhos.

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